Wilders

7, ago 2020 . 9 min read

Meus 100 dias na Wildlife: encontrei um lugar que compartilha a minha paixão por dados

Meus 100 dias na Wildlife: encontrei um lugar que compartilha a minha paixão por dados

by Lariel Castilhos

9 min read

Lariel Castilhos, do time de Engenharia de Dados, escreve sobre trabalhar na Wildlife há pouco mais de três meses, e por que esse um período é decisivo.


 

Para mim, um novo trabalho precisa representar uma evolução, uma oportunidade para aprender e trocar conhecimento com pessoas muito boas naquilo que fazem. Para quem trabalha com Engenharia de Dados isso tem muito a ver as otimizações e impactos positivos que trazemos para o negócio. Foi com esta mentalidade que cheguei até a Wildlife – mesmo que ainda não fizesse parte dos meus planos trabalhar em uma empresa de games.

Faz pouco mais de 100 dias que me juntei ao time, e dizem que esse período de entrada na atmosfera da empresa é justamente o mais intenso. É nessa etapa que mergulhamos na cultura da empresa até nos sentirmos por dentro do negócio de verdade, sabermos o que é esperado das nossas entregas e termos segurança para tomar grandes decisões.

Agora, imagine fazer esse onboarding de casa, sem poder conhecer colegas pessoalmente, sair para almoçar ou marcar um happy hour no fim do dia para falar bobagem. Eu cheguei na Wildlife uma semana depois do Work From Home ser adotado, mas fico feliz por ter tomado a decisão de somar a uma equipe em que todo mundo é muito competente e se ajuda – mesmo à distância.

Uma semana antes do onboarding, mudei para um apartamento próximo ao escritório para facilitar minha rotina. Naquele momento, ninguém podia fazer ideia de que ficaríamos trabalhando de casa durante tanto tempo. Hoje, consigo me enxergar em dois grupos ao mesmo tempo: entre as pessoas novatas, mas também entre quem já consegue receber e contextualizar Wilders que acabaram de chegar (muita gente tem um ou dois meses de casa).

COMO ESSA HISTÓRIA COMEÇOU

Mas vamos voltar um pouquinho nessa história. Meu flerte com a Wildlife – na verdade, o flerte da Wildlife comigo – começou depois de uma palestra que dei em um evento sobre ciência de dados. Uma pessoa entrou em contato comigo em nome da empresa via LinkedIn, me convidando para um papo. Até então, eu só tinha trabalhado em empresas de consultoria para indústrias mais convencionais, como bancos e telecom. Não passava por minha cabeça trabalhar em uma empresa de jogos, até porque não fazia ideia do tamanho e da relevância dessa indústria.

Wildlife_LarielCastillhos_palestra_papis

Pouco tempo depois, em uma situação completamente fora do trabalho, acabei conhecendo uma pessoa do time de Engenharia de Rendering da Wildlife, que me levou ao escritório e me apresentou a Diego Valdez, gerente da plataforma de dados. A experiência presencial teve outro impacto: gostei do escritório, e ainda mais das pessoas e do que estava sendo desenvolvido por ali.

Aquela visita deixou claro para mim que a empresa era muito orientada a dados, então passei a pensar com carinho na possibilidade de trabalhar com games. Não que eu não gostasse de jogar, muito pelo contrário. Sempre joguei bastante, mas em consoles. Fiquei longe dos jogos para celular por muito tempo e, ao pesquisar sobre a Wildlife e seus produtos, foi uma boa surpresa perceber a evolução do mercado mobile.

Eu não tinha noção de que havia uma empresa de origem brasileira tão bem posicionada nesse mercado. Conversando com pessoas próximas, muitas delas jogavam Tennis Clash e Zooba, mas ninguém fazia ideia que eram uma produção com DNA nacional.

As dúvidas ainda pairavam na minha cabeça, mas minha paixão pela área de dados foi acendendo a vontade de viver o desafio do ambiente de uma startup, com a oportunidade de produzir tecnologia para a própria empresa. Então, procurei saber mais e acabei caindo no Tech Blog, que mostra projetos realmente interessantes e inovadores que estão rolando nas áreas de Data Science e Machine Learning. Eu só precisava ter certeza de que poderia trabalhar com tecnologia de ponta, então esse foi o empurrãozinho que faltava para que eu seguisse no processo seletivo.

Ao longo do processo seletivo, fui cada vez mais me apaixonando pela ideia de fazer o que eu gosto em uma empresa de jogos, e uma vez aqui, passei a trabalhar na plataforma de dados – que fornece tecnologia para outros departamentos da empresa trabalharem com dados.


De maneira geral, a empresa precisa ser capaz de utilizar de forma eficiente os dados gerados nas interações de jogadores. Com o devido uso dessas informações os times do estúdio podem tomar decisões mais informadas, o que faz toda a diferença no negócio.

Então, o que fazemos é construir ferramentas para conseguir tratar todo esse volume de dados de forma viável e segura, permitindo assim que outros departamentos tenham os insumos que precisam para inovar e prover serviços cada vez melhores. O papel do nosso time é tornar a informação acessível, fácil de trabalhar e de forma rápida, para que todo o resto também possa ser feito com a devida agilidade.

Desde o princípio, um dos aspectos que me atraiu na área de dados da Wildlife é poder fazer algo que é realmente relevante para a empresa. Aqui, a Engenharia de Dados é prioritária e extremamente necessária. É um trabalho essencial para a aquisição de usuários e para reagir rapidamente às mudanças de comportamento e necessidades dos jogadores.

Os projetos envolvendo dados são levados a sério e, mesmo numa dinâmica super eficiente e ágil, temos tempo, recursos e pessoas para fazer algo que entrega valor para a empresa e para quem joga. Mais importante ainda: temos lideranças que compreendem e prezam o nosso trabalho, em vez de fazer uma pressão desnecessária. Tudo isso me faz sentir orgulho do que o time está realizando - além de ser bem menos estressante do que em outros lugares onde já trabalhei.

Depois de começar a trabalhar na área, o meu olhar para os jogos mudou. Meu senso crítico é outro, afinal entrei na mentalidade da indústria, então observo o que pode gerar dados relevantes, o que daria para monetizar, onde a experiência do usuário pode ser melhorada, esse tipo de coisa. Tudo isso tem impacto real nos resultados, o que me desafia a aprender cada vez mais.


Para mim é muito estimulante, porque a Engenharia de Dados é o que possibilita uma empresa crescer de forma inteligente, e para mim essa é a melhor forma de evoluir. Sou o tipo de pessoa que gosta de otimizar processos – independente da finalidade deles. Sem brincadeira. Até quando preciso fazer uma lista de compras no mercado, eu escrevo num arquivo de texto os itens no meu formato de serialização favorito: o YAML. É bonito, organizado, e só de bater o olho já dá pra entender. Esse é um exemplo pequeno, mas mostra como Engenharia de Dados para mim tem a ver com essas sacadas de eficiência.

O DESAFIO DE TRABALHAR EM CASA SEM CONHECER O TIME PESSOALMENTE

As minhas expectativas em relação ao trabalho com Engenharia de Dados foram superadas, mas trabalhar em casa não estava nos planos e tem sido um desafio diário. A minha rotina na quarentena ficou meio bagunçada, porque a noção de tempo é outra – e muita gente deve se identificar com isso.

Boa parte do meu dia é preenchido por reuniões no Zoom ou troca de informações no Slack para discutir com o time, tomar decisões, por isso, acabo deixando mais para o fim da tarde para trabalhar com a parte técnica, codar mesmo, e testar. Gosto de fazer isso quando tenho mais tranquilidade e menos interação. Ponho uma música no fone e aí as horas passam e eu quase nem sinto – quando me empolgo com alguma entrega específica, entro pela noite pela satisfação de ver pronto, sem o peso da obrigação.

Quero poder encontrar com colegas para falar de assuntos que não sejam somente do trabalho, aquela coisa de criar mais intimidade, ter espaço para cada um se expor um pouco mais. A gente procura dar um jeitinho de se integrar, faz encontros como happy hour ou almoço online mesmo, mas nem todo mundo consegue participar e também tem muita gente nova, que ainda fica acanhada nessas ocasiões.

Mesmo assim, percebo que todo mundo é bastante transparente, demonstra ter carinho e atenção, com uma abordagem muito humana, sem perder de vista a excelência e melhoria constantes. Ninguém fica com o pé atrás ao encontrar oportunidades de melhoria no trabalho de colegas e sabem apontar isso de uma maneira construtiva.

O "jeito de ser Wilder" vem se mostrando bem parecido com aquilo que esperava desde a primeira (boa) impressão. Por enquanto, por conta do isolamento, sinto falta de uma interação maior com os outros times, poder trocar ideias com as outras áreas.

Como venho de um ambiente de consultoria, era comum estar em contato com pessoas diferentes o tempo todo, de uma forma muito dinâmica – a gente nem chegava a sentar na mesma mesa todos os dias. Fazer parte de um único time ainda é uma novidade para mim.

Uma coisa que me empolga bastante é ver como as questões de diversidade e inclusão têm feito parte do dia a dia e dos objetivos de negócio da empresa. Não é algo que fica restrito ao discurso, ou uma simples estratégia de marketing, de fato existem metas para as iniciativas.


É mais um compromisso com a excelência que não fica somente nas áreas técnicas, o que aumenta minhas expectativas sobre os projetos que estão por vir e sobre os resultados que quero entregar.

A Wildlife já faz jogos incríveis e tem tudo para se tornar uma referência ainda maior no setor de games, sendo que a área de dados com certeza é um dos diferenciais nessa rota de sucesso. Isso me deixa com aquela sensação indescritivelmente boa de estar no lugar certo, na hora exata.


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