Wildlife

2, set 2020 .

We Care For Each Other: como criamos conexões por meio de diversão

We Care For Each Other: como criamos conexões por meio de diversão

by Melissa Cruz Cossetti

10 min read

Uma conversa divertida sobre as dores e as delícias de organizar Hackathons, festas e fazer Wilders felizes.


 

Quem já organizou uma festa sabe: quanto mais convidados, maior são as chances do evento dar muito certo ou muito errado. Quanto mais tempo planejando, maior também é a expectativa. Equilibrar todos os aspectos de um evento não é nada fácil, requer talento, dedicação e muito planejamento. Sobre isso, conversamos com Priscila Caixeta, gerente de Eventos e Operações – e as suas histórias de bastidores revelam o cuidado da Wildlife em promover conexões entre as pessoas em um ambiente divertido.

Priscila iniciou os estudos em uma faculdade de Administração e depois, foi atrás do seu sonho, Comunicação Social. Mas na Wildlife ela conheceu mais seus outros talentos e se tornou referência para celebrações bem planejadas. Todo esse know-how, porém, não apareceu da noite para o dia.

Há quatro anos na Wildlife, a carreira de Priscila amadureceu junto com a empresa. Os eventos foram amadurecendo e tomando corpo, espaço e o calendário. Hoje, a Wildlife tem cinco eventos fixos, como a tradicional Festa de Aniversário da Wildlife, a Festa de Fim de Ano, o Halloween, o Happy Hour de Carnaval e o Arraiá — os dois últimos, em breve, devem atravessar fronteiras para marcar presença em calendários de outros escritórios da Wildlife ao redor do mundo.

Quem já marcou presença (mesmo online) desses momentos, recomenda. Quem nunca foi, já ouviu falar. As festas da Wildlife, afinal, fazem parte do DNA da empresa, segundo Priscila.


"Nosso escritório em São Paulo tem fotos do chão ao teto, dos nossos eventos e das nossas viagens
. As melhores festas das nossas vidas estão aqui. É algo que valorizamos muito, por isso garantimos que Wilders tenham momentos incríveis."


De atrações que decepcionaram no palco, passando por esbarrões e tombos que terminaram no hospital até um baile com traje de gala em pleno verão de São Paulo, já aconteceu de tudo. Eventos, afinal, são um reino de coisas inesperadas, mas o mais importante é que nunca faltou diversão.

Leia a entrevista na íntegra e saiba como a Wildlife consegue crescer e integrar novos times à cultura da empresa e refletir um dos seus maiores valores – We Care For Each Other (Nós cuidamos uns dos outros) no calendário de eventos.

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Pri, como você começou a trabalhar com eventos na Wildlife?

Priscila: Quando eu cheguei em 2016, eu era Office Manager, e a empresa tinha cerca de 80 pessoas. Ocupávamos só meio andar no Corporate Park [um dos prédios da empresa em São Paulo]. Quando alguém tinha algum problema que não fosse relacionado a Arte ou Engenharia, falavam comigo. (Risos) Então eu realmente resolvia de tudo. Até que começamos a fazer alguns eventos e ele foram crescendo naturalmente.

Em paralelo, também foram crescendo iniciativas como o Clube de Corrida, Nutrição, Aulas de Inglês etc. Inicialmente, todo o suporte e cuidado com Wilders era uma atribuição do mesmo time, mas chegou um momento em que estava tudo muito grande e eu tive que escolher qual caminho seguir. Não dava mais para fazer tudo. Nós já estávamos em 300 pessoas, e eram muitos eventos. Eles tomaram uma proporção muito grande e eu me descobri uma pessoa de eventos. Decidi que queria continuar fazendo isso, porque para mim era muito prazeroso.

Quais são os maiores eventos da Wildlife hoje? E algum deles tem a cara do Brasil?

O calendário é gigantesco! No meio de fevereiro temos um happy hour de Carnaval, que por enquanto só aconteceu no Brasil, mas pensamos em fazer globalmente. Temos trio elétrico, uma banda que toca axé a noite inteira, e um cardápio que atende todo mundo. Nosso bar não pode ter fila e não pode faltar comida de jeito nenhum. O que a gente faz é único mesmo.

Depois, em abril, temos o aniversário da Wildlife. No ano passado fizemos uma das festas mais lindas, alugamos um parque de infláveis e decoramos no tema Star Wars. A empresa estava fazendo oito anos e decoramos como se fosse um aniversário de uma criança de oito anos mesmo. Foi a nossa primeira festa família, ideal para trazer crianças também, então ela começava no sábado à tarde e terminava à noite. Também foi a primeira vez que contratamos cinegrafistas, porque queríamos registrar uma festa infantil dos sonhos.

Depois, entre junho e julho, temos o nosso Arraiá. Os dois últimos eventos aconteceram em lugares abertos, com muitas bandeirinhas, comidas tradicionais, dança da cadeira, carrinho de mão, ovo na colher, corrida do saco, tiros na garrafa… É uma festa muito completa e as pessoas saem de lá bem cansadas! Temos, ainda, o Halloween em outubro, que é uma festa no estilo night club – para ela contratamos uma banda que reveza com um DJ.

Aí fechamos o calendário com o Café da Tarde de Natal, em que nós decoramos a empresa toda, fazemos uma mesa linda, cinematográfica; e depois a festa de final de ano, que acontece fora da empresa, com banda, DJ, boa comida, boa bebida e prêmios – porque todo mundo adora prêmio. Essa última festa do ano é sempre à fantasia, e a melhor fantasia ganha uma viagem. É posso te dizer com segurança: Wilders sabem se fantasiar.

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O que é essencial para realizar uma festa na Wildlife? E qual é o clima às vésperas?

Não podemos fazer esses eventos sem recursos e autonomia, essas duas coisas fazem uma diferença enorme no nosso trabalho. Sobre a expectativa, ela é gigantesca da nossa parte. Sentimos aquela ansiedade porque acompanhamos o número de pessoas confirmadas, e trabalhamos muito para que todos gostem das festas. Os nossos canais no Slack explodem dias antes, parece uma central de atendimento. (Risos) São muitas perguntas, querem saber do ônibus, das brincadeiras, da comida, das músicas. Ficamos muito empolgados!

Atualmente, a Wildlife soma mais de 700 pessoas. Como é possível agradar tanta gente?

Quando éramos 70 pessoas, todos trabalhavam no mesmo escritório. Se alguém não estava feliz com algo, era só ir até a minha mesa e falar. Mas acho que essas 70 criaram uma cultura muito forte de abertura e franqueza, que é muito fácil de abraçar. Então dar e pedir feedback é crucial para nós – por isso eu sempre tenho formulários de opinião ao fim de cada evento para saber como podemos melhorar. 

Qual foi a situação mais curiosa que você já viveu em um evento da Wildlife e como você a contornou?

Nós estamos sempre preparados para possíveis acidentes em festas da empresa, mas o time não esperava que um dia teríamos algo como uma fratura exposta. Eu lembro que cheguei a pensar que seria demitida naquele dia, mas nós cuidamos da pessoa com toda a atenção e carinho, e ficou tudo bem no final. E a festa também continuou!

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Para quem trabalha com viagens, festas e eventos, a pandemia foi um balde de água fria. Como vocês adaptaram Hackathons e a Festa Junina para fazer as pessoas se divertirem em casa?

A primeira Hackathon remota que fizemos foi muito preocupante e exigiu muito de mim, porque estávamos mandando todo mundo para casa por conta da pandemia. Foram dias enviando todos os equipamentos de todo mundo, e quando esse processo terminou, eu fiquei desesperada, porque eu tinha uma semana para fazer uma Hackaton remota e eu não sabia o que fazer.

Então, comecei a pensar: o que faz as nossas Hackathons serem especiais? Eu preciso levar essa essência para a casa das pessoas. Olhei várias fotos e vídeos de edições passadas, e imaginei como eu poderia levar aquilo para Wilders. Aí, finalmente, traduzimos tudo isso em um kit e enviamos tudo em uma caixa.

Não era uma caixa qualquer. A intenção era que, quando as pessoas recebessem, elas sentissem que aquilo era a Hackathon da Wildlife. Eu imaginei cada momento do processo, da campainha tocando até a abertura da caixa em si, e incluí tudo o que faria os participantes se conectarem com o evento online.

E como esse é um evento que envolve muita fartura de comida, levamos algumas guloseimas dentro da caixa e disponibilizamos vouchers para que todos pudessem pedir. Também incluímos o manual do evento e tentamos manter a programação parecida com a Hackathon ao vivo – e para isso foi essencial manter um canal no Slack para atualizar os participantes, e preparar surpresas ao longo da maratona.

Durante os quatro dias tivemos o concurso de fotos e, na primeira noite convidamos o [comediante] Fábio Porchat para um stand up. Foi um sucesso. Além disso, fizemos também a Rádio Hackathon e, no final, quando faríamos o nosso happy hour, mandamos uma nova caixa para a casa das pessoas, dessa vez com um kit de festa. Foi o melhor hackathon da história na Wildlife, em formato totalmente atípico.

Agora teremos a nossa terceira Hackathon remota, e estamos ficando melhores nisso a edição!

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E o Arraiá em casa? Como ela foi traduzida para o ambiente online?

Não tínhamos a menor ideia se o Arraiá poderia funcionar online. Porque Hackathon é um evento divertido, mas também é trabalho – já o Arraiá é pura diversão. Então também fizemos uma caixa com docinhos típicos de Festa Junina, ingredientes e receita de vinho quente e levamos todo esse clima para a casa das pessoas. Aumentamos ainda mais a expectativa pedindo que ninguém abrisse a caixa até a hora da festa. Funcionou muito bem!

A nossa outra aposta foi contratar uma produtora que desenvolveu um cenário com brincadeiras em um estúdio, então fizemos brincadeiras como bingo, rabo do burro, tomba-lata e pescaria, e sorteamos quem iria participar online. Foi tipo um programa de TV em que Wilders participavam do conforto e segurança de casa. Tivemos centenas de pessoas online até o fim, e o feedback foi incrível. 

Você consegue medir o impacto dessas iniciativas no dia a dia?

Sim, o impacto é visível. Antes, os eventos eram muito voltados para um público mais jovem, solteiro, sem família em São Paulo, que buscava apoio um no outro, como uma rede de amizade. Agora estamos indo além desse perfil, mas ainda é incrível ver como pessoas que nunca se falaram antes, se tornam amigas depois de uma festa ou da viagem. Fortalecemos muito a nossa comunidade assim.

Para finalizar o nosso papo, como é fazer eventos para pessoas que trabalham com tecnologia e estão conectadas o tempo todo?

As pessoas na Wildlife são muito plurais, então temos perfis bem diferentes. Não podemos fazer a mesma festa toda vez. Eu não consigo me imaginar fazendo outra coisa hoje, porque aprendi tanto na Wildlife e sempre tive o apoio das pessoas para dar o meu melhor sempre. Pra mim, é extremamente recompensador ver que o esforço e o cuidado que eu tenho com Wilders é percebido.


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