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Marcio Martino, Senior Product Manager, conta como evoluímos da "empresa de uma só sala" para uma das maiores marcas do mercado de jogos mobile.


 

Quando a Wildlife começou a sua história há nove anos, o nosso mantra era: get there fast (chegue lá rápido, em tradução livre). Ele representava o desejo de entregar o nosso melhor, e o quanto antes. Com o passar dos anos, fomos criando processos e atraindo pessoas e expertises que, ao longo desta (quase) década de vida, fizeram com que a gente se adaptasse e reinventasse por completo por diversas vezes.

Tenho oito anos e meio de Wildlife, então pude testemunhar e participar de muitas mudanças que aconteceram por aqui. Um dos muitos exemplos dessa capacidade de mudança aconteceu na área de Produtos, na qual eu sou Senior Manager.

Mas vamos começar do início. Eu cheguei na empresa em 2011 como desenvolvedor, atuando junto do setor mais técnico. Nessa época, basicamente só existiam duas grandes áreas: Arte e Engenharia. Então praticamente todos estavam diretamente ligados ao desenvolvimento de algum jogo. Conforme o tempo foi passando, a complexidade dos produtos e do mercado aumentaram, fazendo outras áreas surgirem – e acabamos incorporando pessoas mais especializadas ao nosso time de Wilders também.

Essas novas demandas acabaram gerando uma necessidade de reformular os processos internos da empresa, e o próprio crescimento acelerado do time naturalmente foi levando à separação de funções outrora conjuntas. Pouco a pouco, a Wildlife foi tomando a forma de uma empresa consolidada, com processos de gestão às vezes rivalizando com as maiores multinacionais do mundo, mas sempre tentando preservar a agilidade de startup, que sempre foi tão importante para o nosso crescimento.

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COMO NÓS AMADURECEMOS A NOSSA ÁREA DE PRODUTOS

Falando da área de Produtos, especificamente, foi por volta de 2015 que começamos a coletar dados mais interessantes e densos de mercado. Às vezes acontecia, por exemplo, de tentarmos melhorar a performance de um jogo e só depois de um tempo percebíamos que um problema similar já tinha sido estudado e resolvido em outro projeto.

Nesse momento, ficava claro que precisávamos de práticas bem melhores para continuar avançando rapidamente mesmo com o crescimento da empresa. Por isso, estabelecemos o time de produtos, que, entre outras tarefas, funciona como um mecanismo de integração de processos de tudo o que lançamos.

Hoje, contamos com mais de 20 colaboradores que fazem esse link de informações e processos entre as equipes de programação, arte e muitas outras áreas também envolvidas no desenvolvimento de nossos jogos. Apesar de distante, às vezes ainda tento usar o passado como desenvolvedor para me ajudar a especificar novas features, sempre com o objetivo de conseguirmos o maior aprendizado no menor tempo possível.

AUTONOMIA E TIMES ESPECIALIZADOS PARA ACELERAR A TOMADA DE DECISÃO

Um ponto que sempre nos preocupou, e que continua sendo uma questão muito importante até hoje, é a busca do balanço ideal entre a autonomia, que favoreça a agilidade na tomada local de decisões, e a definição de processos globais, que aumentem a qualidade das nossas decisões.Mesmo tratando cada área da empresa como uma "mini startup", com autonomia para decidir alguns processos, no fim todas são voltadas para os mesmos produtos: os nossos jogos.

O que existe hoje é uma mescla do foco em velocidade que tínhamos no passado, mas incorporando as pessoas jovens e profissionais especializados que temos hoje.

Conforme o tempo passou, conseguimos mesclar a experiência dos mais velhos com o talento dos mais jovens. Essa mistura é que se tornou mais importante para a nossa empresa.


Na área de Produtos, é a mesma coisa: no começo, éramos pessoas sem background na área de games, mas hoje temos uma equipe bem especializada, cobrindo frentes bem diferenciadas e deixando os jogos cada vez mais mais redondos.

APRENDEMOS A FIRMAR A NOSSA PRESENÇA NA VIDA DOS JOGADORES

Todos os processos da nossa área têm o gamer mobile como base. O jogador é a ponta final de um trajeto longo, e é ele quem deve sair como o mais satisfeito de um projeto.

Hoje se fala muito em manter o público engajado, com atributos de desafio e recompensa, com vários elementos que mantenham o interesse do jogador. Mas nós aprendemos muito importando conhecimento de outras áreas, porque o mercado de games mobile ainda não tem uma literatura consolidada para as vendas digitais.

No fundo, as técnicas acabam sendo meio parecidas, pois apesar das ações serem diferentes, todas têm o usuário como centro de tudo. Queremos fazer parte da rotina das pessoas, fazer parte das conversas delas com amigos.

DEPOIS DE APRENDER COM OS EXEMPLOS, CRIAMOS O NOSSO PRÓPRIO MODELO

Outro processo que mudou bastante desde o início da empresa é a forma como vemos a nossa marca refletida em cada um dos produtos. Hoje em dia é mais comum que cada decisão seja tomada pensando não apenas no impacto em um jogo específico, mas em como isso está adequado ao que a Wildlife como um todo propõe.

O que isso quer dizer, exatamente? Conforme os jogos foram crescendo e virando suas próprias marcas, nós começamos a dar foco para a marca. Queremos que o jogo traga uma experiência positiva ao usuário, e que essa experiência tenha o nome da empresa atrelado a ela.

Já lançamos uma quantidade considerável de jogos, então quando lançamos um produto novo no mercado, se conseguirmos deixar claro que aquele é um novo material da Wildlife, e não só um novo jogo, consideramos um ponto positivo para nós.

Hoje seguimos em um crescimento continuado e, com isso, os objetivos da companhia vão ficando mais e mais ambiciosos. Estamos sempre em busca de estudar novas práticas de mercado, de ampliar e melhorar as equipes, para lançarmos produtos mais detalhados e aprofundados. Seja por meio de projetos internos padronizados ou em ações mais intensas, como hackathons, a Wildlife quer ser a principal referência de organização para o desenvolvimento de jogos.

 


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